quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Fake, fake, fake...
você não é um torcedor de verdade. Você é um desses acostumadinhos a tricampeonatos, a comemorações confortáveis e a trocar os jogos importantes do seu time por noites de raiva e de tédio no facebook. Você sabe o nome dos jogadores porque gosta de xingá-los. Não interessa se você vai ao estádio quando pode ou se vê do sofá, ou se acompanha pela internet: esteja onde estiver, você não é um torcedor. Você não sofreu por amor quando seu time estava ameaçado de rebaixamento: sofreu por vergonha. Você não disse pros seus amigos, com convicção, que seu time não iria cair; você fugiu deles. A cada derrota, você largou seu time no meio. A cada jogo ruim, você largou seu time no meio. Você não é um torcedor.
Aprenda com os torcedores da ponte preta, que gritam, cantam e acreditam depois de tomar um gol. Que acreditam no que todos os outros dizem para eles ser impossível, por amor e por fé. Aprenda a conhecer a história do seu clube, a saber que, antes de ser o time mais vitorioso do Brasil, como você gosta tanto de dizer, ele deveria ser o SEU TIME. Aprenda o significado da frase: ESSE É O TIME ONDE A MOEDA CAI EM PÉ.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Rogério Sêneca?
domingo, 20 de outubro de 2013
Reorganizações
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Trecho
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Manifesto imaginário diante de um caso não imaginário
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Dudinca mata Dadinho
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Listas I: Para Ler na Adolescência
Sim, voltamos pra idéia da lista. Por que raios, meu amigo? Porque bom, as listas são interessantes e ponto final. É, pois é, você não quer ficar tendo que justificar as coisas desse jeito até o fim da vida, ou quer?
Listas são uma construção artificial. São fruto de uma porrada de coisas: momento, temperamento, TPM, briga com a mãe, medo de perder o emprego, paixão (por uma mulher, por um homem ou por um autor), bronca do orientador, surtos com a nota de uma prova de língua. Por que raios então uma coisa tão arbitrária é útil? Simples, benzinho: em primeiro lugar, porque você, que faz uma lista, é forçado a pensar, a organizar, a selecionar. Debaixo de todas essas pressões. É, meu amigo, você faz listas: de prioridades, de pratos pro seu casamento, de compras de supermercado. É um ótimo exercício priorizar. E é um ótimo exercício rever as suas listas, corrigi-las, guardá-las com data. E pra quem lê, então, qual é a utilidade? Bom, isso é o que nós chamamos de pergunta aberta. Experimente uma ou duas listas (você não experimenta o doce que a mãe do seu amigo fez? Vale a pena perder um tempo com coisa nova de vez em quando). Experimente dez ou quinze se for o caso. Quase sempre há algo que sutilmente liga os elementos dela. E que os liga à sua vida.
Rapidamente sobre essa lista: não li todos esses livros durante a adolescência. São sete, porque sete é um número que me agrada. Um breve (brevíssimo) comentário sobre eles. São, também, os livros que eu gostaria de ter lido quando adolescente; que darei para minha sobrinha quando ela for adolescente; que indico para os adolescentes que me pedem recomendações eventuais. Ah, um último adendo: os comentários são extremamente redutores, ok meninos e meninas? Descubram o motivo real de ler esses livros por vocês mesmos.
1. A Náusea – Jean-Paul Sartre: O topo da lista tinha de ir pra um livro que eu realmente li durante a adolescência. Por que esse livro de maníaco depressivo? Porque é legal aprender a passar mal com livros na adolescência; e porque é legal entender que não é só você que tem crises de “pra que raios eu vou usar tudo o que aprendo na minha vida?”
2. Demian – Herman Hesse: cliché, cliché, cliché … Livro clássico sobre um adolescente que se descobre. E sim, meu amigo, talvez você precise se descobrir.
3. Risíveis Amores – Milan Kundera: Se você um dia pretende entrar em contato com outra visão sobre o amor que não a de “fogo que arde sem se ver”, dê uma ligadinha pro tio Kundera.
4. O Brinquedo Raivoso – Roberto Arlt: um livro sobre um adolescente delinqüente. Provavelmente, ocuparia o topo da lista se eu escrevesse esse artigo amanhã ou depois.
5. Estrela Distante – Roberto Bolaño: Acho que o comentário mais adequado é: um romance policial de tirar o fôlego! (você descobre a surpresinha ou eu estrago? Ele não é policial... do jeito... hm... que você imagina; o cara DEITA).
6. A Filosofia de Andy Warhol – Andy Warhol: Não querido, não é uma introdução à filosofia pra você. É só pra você dar umas risadas também. Quando fechar o livro, é legal se perguntar “de que raios eu estou rindo”? Quem sabe assim você entenda o que é, enfim, o humor. Se entender, poste aqui, ok? Estamos esperando. Ansiosamente.
7. Paranóia – Roberto Piva: Pelo menos um de poesia. Faz um esforcinho vai. Daí talvez seja a hora de repensar alguns xingamentos que você usa; algumas palavras de baixo calão; alguns temas desagradáveis sobre os quais as pessoas insistem em conversar. (Se tiver tempo, leia Rimbaud também, ok?)